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Vaga de otimismo atinge H&M

A retalhista sueca H&M registou um aumento ligeiramente superior ao esperado nas vendas em julho, antecipando um segundo semestre mais forte do que o primeiro.

As vendas em moeda local da segunda maior retalhista de moda do mundo, depois da espanhola Zara, cresceram 10% em julho, contra a previsão de uma subida de 9%. Já as ações da marca sueca aumentaram 2,7%, revela a agência noticiosa Reuters.

Apesar dos números otimistas, julho marcou o 10º mês de crescimento mais lento comparativamente a 2015, performance motivada pelas difíceis condições do retalho de vestuário mundial, por uma mais forte competição no segmento de moda rápida em que a H&M se posiciona e por vários meses de condições climáticas adversas em alguns dos principais mercados da cadeia sueca.

A tendência de vendas negativa da H&M deverá, contudo, reveter-se a partir de agosto, à medida que as disparidades em relação ao ano anterior vão sendo esbatidas. Em agosto 2015 o crescimento foi de apenas 1%.

Jamie Merriman, analista da Bernstein, afirma que as vendas de julho foram provavelmente apoiadas pelos descontos e que as vendas comparáveis da empresa não sofreram grandes alterações em relação ao ano passado.

A H&M viu os seus lucros encolherem em três trimestres consecutivos, na sequência não só das remarcações de preços, mas também dos grandes investimentos a longo prazo em tecnologia online e novas marcas, bem como com os elevados custos de aprovisionamento na Ásia, resultado de um dólar mais forte. Muitos analistas, no entanto, esperam um retorno ao crescimento do lucro no quarto trimestre, auxiliado pela conversão da moeda.

O CEO da H&M, Karl-Johan Persson, antecipou em junho que encontrava condições para melhores resultados na segunda metade do ano, comparativamente ao primeiro semestre. Já Anne Critchlow, analista da Société Générale, acredita que o segundo semestre vai depender das condições climáticas, assim como do poder dos preços. «A H&M está no segmento de preço mais competitivo do retalho de vestuário e continua abaixo do seu poder de fixação de preços», explica Critchlow, que aponta o peso da entrega e devolução gratuita da marca como entrave e o canal online como potencial catalisador do crescimento.