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Valores para recuperar

Os retalhistas devem centrar-se na qualidade a bons preços para atrair e reter consumidores, se quiserem sobreviver e prosperar após a recessão», acredita Terry Leahy, director-executivo da Tesco, a maior cadeia britânica de supermercados. Leahy afirmou ainda que em tempos difíceis, os consumidores querem provas de que os diferentes negócios estão a tê-los em consideração. Isso não significa apenas cortar nos preços – significa entregar valor. Os retalhistas que dão o seu melhor para ajudar os consumidores serão recompensados com lealdade, não só agora mas também aquando da retoma económica. Não será fácil, exigirá trabalho árduo e mudança. Mas a nossa indústria sobreviveu a recessões anteriormente e irá também sobreviver a esta». A Tesco, que é também a segunda maior retalhista de vestuário no Reino Unido, com marcas como Florence&Fred e Cherokee, já tomou a dianteira cortando os preços de mais de 700 linhas de vestuário. Os preços “em conta” incluem fatos de homem por 25 libras (cerca de 30 euros), fatos para senhora de 15 libras e camisas de homem por 4 libras – e até um uniforme escolar completo por 3,75 libras. Leahy define valor como qualidade Premium a um preço melhor» e revelou que os compradores estão a procurar os preços mais baratos para conseguir essa qualidade. O director-executivo da Tesco acrescentou ainda que, embora a situação da high street seja muito fluida neste momento, a confiança está a voltar lentamente», e os retalhistas devem preparar-se agora para a eventual recuperação. Quando isso acontecer, temas como as mudanças climáticas, o aumento e envelhecimento da população e a pressão sobre os recursos naturais irão regressar à ordem do dia. Temos de ter visão em relação a estas tendências, que irão mudar não só o sector do retalho e a forma como operamos, mas também a procura dos consumidores. O desejo dos consumidores de se tornarem ecológicos – que não desapareceu – irá voltar a emergir com ainda maior proeminência Acho que eles vão recompensar as empresas que são ecológicas e que oferecem produtos e artigos ecológicos», explica. Leahy também acredita que, como ficou provado neste período de recessão, onde a Internet é uma fonte de pechinchas, os retalhistas precisam de continuar a oferecer óptimos serviços on-line. Mais para o final do ano, a Tesco vai lançar uma loja de moda on-line para vender as suas próprias linhas, assim como as de cerca de uma dúzia de marcas de moda jovem. O director-executivo da Tesco sublinhou ainda que as oportunidades internacionais, sobretudo na China e na índia, que são a casa de quase 40% da população mundial, não devem ser ignoradas. Todas estas tendências exigem mudanças, não só na forma como fazemos negócio, mas em toda a cadeia de aprovisionamento. E a mudança precisa de começar agora, para que as empresas estejam bem posicionadas para a retoma quando esta acontecer», concluiu.