Início Notícias Têxtil

Vandoma ao pescoço do mundo

Nossa Senhora da Vandoma é, desde 1981, a padroeira da cidade do Porto. A marca própria da António Manuel de Sousa, sediada na cidade, foi batizada em sua honra e o percurso tem sido iluminado. Espanha, Inglaterra e França já se adornam com as gravatas da empresa, mas os pescoços dos americanos e japoneses estão mesmo a pedi-las.

Com aproximadamente 1.000 referências, a António Manuel de Sousa – que trabalha em regime de private label mas está cada vez mais apostada em fazer crescer a marca própria, Vandoma – começou a voar para as feiras internacionais, com vista ao crescimento da exportação. O acumular de milhas, de resto, ajudou a que as vendas aterrassem com segurança em 2017.

«Se não fosse a exportação, as vendas teriam sofrido em 2016», afirma Ana Sousa, sócia-gerente da empresa, ao Jornal Têxtil (edição julho/agosto 2017), revelando uma quebra no mercado nacional no ano passado, no qual a empresa ainda garante cerca de 70% dos negócios. «Há três anos, a nossa exportação era inferior a 15%, neste momento estamos nos 30%, o que já é muito bom», sublinha Ana Sousa, sobre um ano fechado com uma faturação na ordem dos 650 mil euros.

Na Vandoma, a marca própria de laços, lenços e gravatas de homem e criança, 2016 foi particularmente positivo. «A marca já começa a ser mais conhecida, quer a nível nacional, quer a nível internacional. Tem registado crescimento interessante em termos de marca e de vendas», admite, destacando, em abril de 2017, a chegada da Vandoma ao ciberespaço, com a posta no comércio eletrónico. «Nunca tivemos loja online, mas agora faz todo o sentido, até porque os clientes estrangeiros muitas vezes pedem para ver o que está disponível. Resolvi criar duas lojas, uma para clientes e outra para o consumidor final», adianta Ana Sousa.

Com um efetivo de 11 pessoas e confeção própria, a empresa de base familiar quer crescer além-fronteiras, sendo presença assídua em muitas feiras internacionais – de Paris a Las Vegas – nos últimos dois anos.

«No primeiro semestre de 2017 estivemos presentes na Pitti Bimbo, em Florença, na Children’s Club, em Nova Iorque, na Momad, em Madrid, na Première Vision, em Paris, na Market, em Las Vegas, na Fimi Día Mágico, em Madrid, e na Fashion SVP, em Londres», enumera Ana Sousa, acrescentando que, entre a António Manuel de Sousa e a Vandoma, as presenças estão divididas entre feiras de homem, criança e confeção.

«Houve feiras mais positivas do que outras. A Pitti Bimbo por exemplo, é uma feira infantil muito positiva em termos de encomendas. Depois, participámos pela primeira vez na Market, que foi muito positiva em termos de contactos», avalia Ana Sousa.

Particularmente interessada no mercado inglês, francês e espanhol, «a dar os primeiros passos» no mercado americano e com o Japão «em vista», a António Manuel de Sousa ambiciona engravatar o mundo e, no curto-prazo, alcançar o número redondo de um milhão de euros no volume de negócios. «É esse o objetivo», confessa a sócia-gerente ao Jornal Têxtil.