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Vendas à distância melhoram resultados

As empresas de vendas à distância (VAD) registaram resultados positivos em 2002, em França.

Segundo um relatório recentemente divulgado, e elaborado pelo Banco de França, diversos factores terão estado na base desta melhoria nos resultados das empresas de VAD, nomeadamente as políticas de gestão mais rigorosas, a baixa nos preços e diversas reestruturações que tiveram lugar em 2002, e que fazem com que as mesmas encarem com algum optimismo o futuro próximo.

O primeiro grande motivo de satisfação para as empresas que adoptaram com sucesso esta fórmula de distribuição é, naturalmente, a sua rentabilidade financeira, que passou de 2,2% em 2001, para os 5,3% em 2002.

Como mote de comparação, a rentabilidade dos hipermercados caiu, no mesmo período, de 14,4% para 10,7%, em França, enquanto a dos grandes armazéns retalhistas entrava mesmo no negativo, perdendo 0,9%.

Como consequência, as empresas de vendas à distância viram igualmente as suas margens comerciais crescer, passando para 46,4% do seu volume de negócios (fora de 43,7% em 2001).

Outro dos efeitos positivos desta melhoria no desempenho, foi uma subida de quase 20% nos resultados brutos de exploração, que passaram de 1,6% do volume de negócios total em 2001, para 1,9% em 2002.

De acordo com o estudo em questão, estes resultados espelham bem o forte desenvolvimento que as empresas de VAD registam no mercado francês, em especial no segmento do vestuário e têxteis para o lar.

As mesmas empresas beneficiaram ainda da vantajosa paridade do euro face ao dólar norte-americano, bem como a descida das taxas de juro, que permitiram às empresas deste tipo de distribuição melhorar em 13% a sua capacidade de auto-financiamento, que atingiu os 159 milhões de euros, em 2002.