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Vendas a retalho crescem nos EUA

A National Retail Federation prevê que as vendas no retalho americano cresçam entre 6,5% e 8,2%, para mais de 4,33 biliões de dólares (3,63 biliões de euros), em 2021 à medida que o número de pessoas vacinadas aumentar e a economia reabrir.

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Depois de revelar a previsão anual, o presidente e CEO da National Retail Federation (NRF), Matthew Shay, afirmou que, apesar dos constantes desafios sanitários e económicos que o Covid-19 representa, a associação está muito otimista de que os princípios base do consumo saudável, a procura reprimida e a distribuição generalizada da vacina vão gerar mais crescimento económico, vendas no retalho e gastos por parte dos consumidores.

«Desde o início da pandemia, as retalhistas têm ido mais além das normas de segurança mais conservadoras para proteger e servir os seus associados e consumidores. As retalhistas estão cada vez mais envolvidas com o trabalho das autoridades de saúde federais, estatais e locais para distribuir e administrar a vacina. Esta parceria tem sido fundamental para a nossa saúde económica durante a pandemia e vai continuar a ser», destacou Matthew Shay, citado pelo just-style.com.

Os primeiros resultados mostram que as vendas no retalho em 2020 aumentaram 6,7%, em relação a 2019, para 4,06 biliões de dólares, quase o dobro da previsão da NRF de pelo menos 3,5% de crescimento, que não tinha em conta o impacto de uma pandemia global. Em 2019, a subida tinha sido de 3,9%. As vendas online e outras vendas fora de loja, incluídas no valor total, aumentaram 21,9% para 969,4 mil milhões de dólares com a migração dos consumidores para o comércio eletrónico. Os números excluem concessionários de automóveis, postos de gasolina e restaurantes.

A época natalícia de 2020 foi responsável por quase um quinto (19,4%) do total das vendas anuais no retalho. Durante este período, as vendas no retalho aumentaram, inesperadamente, 8% para 787,1 mil milhões de dólares. Já as vendas online e outras fora de loja representaram 206,9 mil milhões de dólares das vendas totais da época, o que se traduz num incremento de 22,6% comparativamente ao ano anterior.

As estimativas na NRF apontam para que as vendas no retalho em 2021 atinjam entre 4,33 biliões e 4,4 biliões de dólares. As vendas online, incluídas no total, devem crescer entre 18% a 23% para 1,14 biliões a 1,19 biliões de dólares.

Entretanto, a NRF antecipa que a economia global ganhe entre 220 mil e 300 mil empregos em 2021, dependendo do ritmo no segundo e terceiro trimestres. Apesar da estagnação da economia no final do ano passado, a NRF estima um crescimento real do PIB entre 4,5% e 5%.

Circunstâncias excecionais

«A trajetória da economia depende da eficácia da vacina e da sua distribuição», reconheceu Jack Kleinhenz, economista-chefe da NRF. «O nosso principal pressuposto é que a vacinação seja eficaz e permita um crescimento acelerado para o meio ano. A economia deverá registar o crescimento mais rápidos das duas últimas décadas», admitiu. Kleinhenz referiu ainda que este é o segundo ano de poupanças, valorizações recorde de ações, aumento de preços das casas, maiores apoios do governo e baixa recorde de taxas de juros, fatores que influenciam a economia e o os gastos dos consumidores.

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Além disso, o economista-chefe da NRF assegurou que muitas famílias ainda vão consumir bens de retalho, mas voltar-se-ão para os serviços à medida que estes estiverem disponíveis, que habitualmente representam 70% dos gastos dos consumidores. Embora a pandemia tenha precipitado a adoção mais vasta de serviços multicanais no sector de retalho, as famílias estão cada vez mais atraídas pela conveniência e pela seleção de produtos das compras online.