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Vendas da H&M crescem abaixo da Inditex

Os resultados do segundo trimestre da retalhista sueca dão sinais positivos, com um aumento de 75% face a 2020, mas os resultados são ainda negativos em comparação com 2019 e a retoma no início de junho está com taxas baixas, deixando-a numa situação menos favorável que a sua maior rival.

[©H&M]

Os números divulgados pela H&M para o período entre 1 de março e 31 de maio dão conta de um crescimento de 75% das vendas em moedas locais em comparação com igual período de 2020, traduzindo-se num aumento de 62% quando convertido em coroas suecas, para um valor de 46,5 mil milhões de coroas suecas (cerca de 4,9 mil milhões de euros).

«O desenvolvimento das vendas foi continuamente afetado pela pandemia em curso», refere a retalhista em comunicado, dando conta que, no início do segundo trimestre, cerca de 1.300 lojas continuavam temporariamente encerradas e que mesmo as lojas abertas tinham restrições de tempo e número de consumidores permitidos no seu interior. «Em alguns dos maiores mercados do grupo, como França e Alemanha, as lojas estiveram fechadas quase continuamente ao longo do trimestre», salienta.

«À medida que mais pessoas são vacinadas, vários mercados gradualmente permitiram que as lojas reabrissem e a forte recuperação do grupo H&M continua», indica o comunicado da retalhista.

As vendas online também progrediram «muito bem, mesmo com as lojas abertas», aponta a H&M, acreditando que «isto mostra que os consumidores apreciam as coleções e podem comprar através do seu canal preferido».

Já no início do terceiro trimestre, entre 1 e 13 de junho, os dados dão conta de uma subida de 35% das vendas em moeda local face ao mesmo período de 2020 e de 2% em comparação com 2019.

[©H&M]
Analistas da JP Morgan, citados pela Reuters, consideram que as vendas trimestrais corresponderam às expectativas, mas que os números do princípio de junho mostram um ritmo de recuperação mais lento para a H&M do que para a Inditex, que está menos exposta à Alemanha.

A Inditex registou um aumento de 50% das vendas no primeiro trimestre, entre 1 de janeiro e 30 de março, e anunciou que entre 1 de maio e 6 de junho, as vendas subiram 102% em comparação com o período homólogo de 2020 e somaram 5% face a 2019.

O analista da RBC, Richard Chamberlain, que tem uma avaliação positiva sobre as ações da H&M, antecipa que os lucros da H&M vão recuperar mais rápido do que o mercado em geral a partir do segundo semestre.

Os resultados completos do primeiro semestre da H&M, que decorreu entre 1 de dezembro de 2020 e 31 de maio de 2021, serão revelados a 1 de julho de 2021.