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Vendas da H&M sobem em março

A retalhista sueca registou uma queda de 27% nas vendas nos três meses até fevereiro, um resultado melhor do que o esperado pelos analistas. No início de março, contudo, os números estão a aumentar, à medida que diminuem as restrições relacionadas com a pandemia e centenas de lojas começam a reabrir.

[©H&M]

No primeiro trimestre do ano fiscal, as vendas da H&M desceram 27% em comparação com o mesmo período do ano anterior, ou 21% em moeda local, para 40,1 mil milhões de coroas suecas (cerca de 3,96 mil milhões de euros). Os analistas antecipavam em média uma queda de 30% das vendas, segundo a Refinitiv SmartEstimate.

«O desenvolvimento das vendas foi significativamente afetado pela situação de Covid-19, com vastas restrições e, sobretudo, com mais de 1.800 lojas temporariamente fechadas», refere a retalhista em comunicado. «Desde o início de fevereiro vários mercados permitiram gradualmente que as lojas reabrissem e no final do trimestre, cerca de 1.300 lojas continuavam temporariamente encerradas», indica.

No entanto, desde que a Alemanha e outros países começaram a abrir o comércio, as lojas fechadas no grupo H&M reduziram para cerca de 900 a 13 de março, revela a H&M, permitindo uma subida de 10% em moeda local.

Richard Chamberlain, analista da RBC, considera que os números mostram que as vendas online tiveram um impulso maior do que o esperado em fevereiro e antecipa que a maior parte das lojas estará aberta em meados de abril, se não houver mais confinamentos na Europa, o principal mercado da H&M.

«Como tal, vemos capacidade para uma forte recuperação das vendas no resto do ano, com o potencial para a margem bruta surpreender pela positiva, devido a um dólar mais fraco», afirma o analista citado pela Reuters.

Simone Rocha x H&M [©H&M/Tyler Mitchell]
Em relação às vendas online, a H&M, que recentemente lançou uma coleção em parceria com a designer Simone Rocha, reporta que «continuaram a desenvolver-se muito bem», não tendo, todavia, dado qualquer estimativa sobre o crescimento do negócio digital. No trimestre anterior, as vendas tinham subido 50% e no total do ano fiscal de 2020, o crescimento foi de 38% em moedas locais, tendo representado 28% do total de vendas da retalhista sueca.

A 31 de março, a H&M irá publicar os resultados do primeiro trimestre, altura em que apresentará os resultados líquidos, antecipando-se, contudo, uma queda no lucro, depois de em 2020 ter verificado uma quebra de 91%, para 2.052 milhões de coroas suecas. No final do ano passado, a H&M reafirmou os planos para encerrar 350 lojas e abrir 100 nos próximos 12 meses e para fazer mais investimentos para integrar as vendas offline e online. A maior parte dos encerramentos irá afetar os principais mercados, enquanto as novas lojas deverão abrir em mercados em crescimento.

A retalhista sueca não forneceu, para já, qualquer estimativa para o ano fiscal de 2021, mas adiantou que planeia aumentar as vendas em moedas locais em 10% a 15% todos os anos.