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Vendas on-line ajudam Next

As acções da Next subiram quase 4% depois de a empresa ultrapassar as expectativas de mercado para o total de vendas do terceiro trimestre. O director executivo Simon Wolfson disse esperar que o ambiente de consumo no Reino Unido permaneça moderado até ao segundo ou terceiro trimestre de 2012, mas antecipou um pequeno aumento posterior, à medida que as pressões inflacionárias vão atenuando, especialmente no caso do algodão. Ao contrário de alguns dos seus pares, como Terry Duddy, director-executivo da Home Retail, Wolfson acredita que qualquer iniciativa do governo do Reino Unido para aplacar a austeridade ou colocar mais dinheiro nos bolsos dos compradores seria um erro. «É muito bom dizer “nós queremos ajuda”, todos querem que o governo gaste dinheiro no seu pequeno sector, mas a realidade é que qualquer dinheiro que o governo gaste tem de vir, de uma forma ou de outra, dos contribuintes», refere Wolfson, um proeminente defensor do Partido Conservador da Grã-Bretanha. O total de vendas da Next, excluindo o imposto sobre as vendas (IVA), subiu 3,3% nos três meses até 29 de Outubro. O que contrasta positivamente com as previsões dos analistas num intervalo de queda de 0,3% até crescimento de 3,0% e o crescimento de 3,2% registado no primeiro semestre. No entanto, as vendas nas suas mais de 500 lojas no Reino Unido e na Irlanda caíram 3,3% e caíram cerca de 8% quando excluídas as lojas abertas recentemente. Mas esta quebra foi compensada por um salto 16,9% nas vendas registadas no serviço de compras Next Directory. Mais de 80% do negócio da Directory é realizado através da Internet. Wolfson atribuiu este desempenho estrelar à introdução da entrega no dia seguinte, melhoria nos níveis de stock e vendas no exterior, que contribuíram com cerca de 4% do crescimento. A maioria dos retalhistas britânicos está a registar dificuldades, na medida em que os rendimentos disponíveis dos compradores são espremidos pelo aumento dos preços, congelamento dos salários e medidas de austeridade do governo. Os que possuem fortes negócios na Internet têm registados melhor desempenho, já que os consumidores pressionados pelo tempo aproveitam a conveniência e a transparência dos preços nas compras on-line. Enquanto, em geral, as vendas no retalho britânico tradicional subiram apenas 0,6% em termos anuais em Setembro, segundo os dados do governo, as vendas on-line cresceram 15%, de acordo com o IMRG (Interactive Media in Retail Group). A Next afirmou continuar confiante de que não terá de aumentar os preços no primeiro semestre do seu ano financeiro 2012/13 e que os primeiros sinais apontam no sentido de que esta tendência deverá continuar no segundo semestre desse ano. Os retalhistas de vestuário foram afectados este ano por um aumento no preço do algodão, bem como por custos laborais mais elevados em grandes países produtores como a China e têm-se esforçado para passar essas despesas adicionais para os compradores.