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Vendas online da Zara devolvem rentabilidade futura

O grupo Inditex estima que, em 2022, um em cada quatro euros em vendas seja resultante do canal digital. Entre fevereiro e abril, o comércio eletrónico disparou 50%.

O confinamento à escala global, resultante da pandemia de Covid-19, fez disparar em 50% as vendas online da Inditex, empresa dona da Zara, durante os meses de fevereiro, março e abril. Neste último mês, as vendas chegaram praticamente ao dobro das registadas em igual período do ano anterior, tendo atingido os 95%.

Segundo escreve a publicação espanhola elEconomista, a pandemia pode converter-se na «mola» que faltava à Inditex para acelerar as vendas online e recuperar os níveis de rentabilidade pré-Covid, com o EBIT a rondar os 17% de novo em 2022.

A empresa gerida por Pablo Isla tem como objetivo, para 2022, que um em cada quatro euros seja proveniente do comércio eletrónico. Em 2019, as vendas online alcançaram 14%, um crescimento de 23% face a 2018.

No final de março e abril, a pior altura da pandemia em Espanha, apenas 13% das lojas da Inditex estavam abertas (965 de um total de 7.469 lojas). Na primeira semana de junho, este número alterou-se, com cerca de 78% das lojas de volta à atividade.

Analistas de mercado estimam uma queda da margem do EBIT até 10% em 2020, perante a queda de 20% das vendas. Não obstante, o consenso de mercado antecipa que a margem atinja 16,9% em 2022 e que, em 2023, suba para 18%. Na base destas previsões parece estar a redução de custos com lojas físicas. De resto, a retalhista espanhola já anunciou que deverá fechar de 1.000 a 1.200 lojas físicas até 2021.

Os analistas estimam ainda que o grupo de Pablo Isla reduza para metade os lucros de 2020, para 1.730 milhões de euros, devendo recuperar para os níveis pré-Covid em 2022, para 3.700 milhões de euros.