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Vender para comprar

O Grupo PPR, está a ultimar a venda de parte do seu portefólio de cadeias de retalho de forma a financiar a aquisição de novas marcas de moda. O conglomerado francês do retalho especializado procura, assim, alienar parte do seu negócio de retalho, que contribui com cerca de 70% do seu volume de negócios – 14 mil milhões de euros – para focalizar-se nos outros negócios detidos, o Gucci Group e a Puma, e financiar a aquisição de novas marcas. O negócio de retalho do Grupo PPR inclui a empresa de venda por catálogo Redcats, dona da La Redoute, as lojas Fnac e o retalhista de mobiliário e de electrodomésticos Conforama. Dentro do Gucci Group, o PPR detém marcas de luxo como a própria Gucci, assim como a Balenciaga, Alexandre McQueen e Stella McCartney. O grupo detido por Francois-Henri Pinault procura agora alargar o seu portefólio através da aquisição de novas marcas de moda. Segundo o The Financial Times, analistas têm especulado que entre os alvos de aquisição podem estar marcas de renome como a Ralph Lauren, Levi Strauss & Co, Abercrombie & Fitch, Tommy Hilfiger e Lacoste que adquiriu recentemente a Gant. As vendas totais do grupo PPR atingiram os 20 mil milhões de euros em 2008. Nos primeiros 9 meses deste ano, as vendas totais do grupo derraparam para os 14 mil milhões de euros, uma quebra de 6,6% nas vendas comparáveis. No terceiro trimestre as vendas totalizaram os 4,6 mil milhões o que representou uma quebra comparável de 8%. A quebra registada foi justificada, na altura em que se revelaram os resultados com a quebra do seu negócio de distribuição, com taxas cambiais desfavoráveis e na quebra do turismo, do qual resultam importantes receitas para o grupo. As vendas do Gucci Group e da Puma apresentaram-se robustas, sendo o negócio da distribuição aquele que prejudicou a performance do grupo. Aquando da comunicação destes resultados ao mercado, o CEO do PPR, Francois-Henri Pinault, referiu que «o grupo está continuamente à procura de caminhos para atingir os seus objectivos, nomeadamente através de ajustes organizacionais e de iniciativas que reforcem a sua presença no mercado». Pinault, que se tornou CEO do grupo em 2005, já tinha anunciado os seus planos de venda das áreas de negócio menos lucrativas, mas até ao momento só alienou a cadeia de grandes armazéns Printemps, em 2006.