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Verão aquece vendas

A Hennes & Mauritz anunciou um aumento de 17% das vendas em julho comparativamente ao mesmo mês do ano passado, numa performance que ultrapassou as expectativas graças à “corrida” às lojas por parte dos consumidores. Os analistas sondados pela Reuters antecipavam um aumento de apenas 11% das vendas, com o crescimento de 17% a ser bastante superior aos 12% registados em junho. O volume de negócios da H&M foi impulsionado por fortes vendas na primavera e no verão, que ajudaram a retalhista de moda a registar o seu décimo mês consecutivo de crescimento de dois dígitos. Para o analista da Stifel, Richard Jaffe, as vendas «sólidas» foram conseguidas porque «os consumidores responderam positivamente aos produtos com bom preço e a par das tendências» que a marca sueca oferece. Em termos de tendências, Jaffe acredita que a H&M foi uma das «grandes vencedoras» este verão, com a sua oferta a acertar na maior parte das tendências-chave. «Esperamos que a força tenha continuado em agosto, resultando provavelmente em fortes resultados no terceiro trimestre», acrescentou. Julho é o segundo mês do terceiro trimestre fiscal da H&M. A H&M indicou ainda que aumentou a sua quota de mercado, apesar da concorrência mais forte de rivais discount como a britânica Primark, a americana Forever 21 e as empresas online Asos e Zalando. A retalhista sueca investiu também fortemente no seu negócio online e planeia lançar websites entre oito e 10 mercados em 2015, depois do lançamento em Espanha, Itália e China ainda este ano. A H&M tem estado também ocupada a alargar a sua oferta de produtos com marcas como a COS, & Other Stories e H&M Home. A segunda maior retalhista mundial a seguir à Inditex revelou ter no final de julho 3.314 lojas em comparação com 2.940 lojas no ano anterior, um aumento de 12,7%. Apesar destes resultados, os analistas têm sido prudentes em relação às previsões para a segunda metade do ano, afirmando que as margens podem ficar sob pressão devido à concorrência e ao aumento salarial na Ásia, onde a retalhista produz a maioria do seu vestuário. A própria H&M tem-se mostrado cautelosa para não ser demasiado otimista em relação às vendas na Europa, onde a retoma económica ainda está renitente. E embora seja esperado um forte crescimento nos EUA no terceiro trimestre, o ritmo deverá ter abrandado um pouco, com os dados semanais mais recentes a mostrarem uma surpreendente debilidade nas vendas a retalho, um sinal de que os rendimentos estagnados ainda constituem uma restrição. A gigante do retalho Walmart Stores Inc reportou vendas comparáveis estagnadas nos EUA pelo segundo trimestre consecutivo e reduziu as previsões de lucro anuais. A operadora de grandes armazéns Kohl’s Corp afirmou que as vendas comparáveis trimestrais desceram 1,3%. As ações da H&M desceram 2,8% no ano até à data, em comparação com uma quebra de 10,3% na rival Inditex.