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Vestuário com trimestre positivo

Os primeiros três meses do ano mantiveram a tónica positiva nas exportações portuguesas de vestuário, com as empresas do sector a aumentarem em 4,6% as suas vendas ao exterior. Áustria e Itália são dois dos mercados com maior crescimento relativo entre janeiro e março de 2016.

No total, de acordo com um comunicado da ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção, as exportações portuguesas de vestuário atingiram 783,1 milhões de euros, um aumento de quase 35 milhões de euros face a igual período do ano passado.

Na lista de principais clientes, embora a Europa continue a ser o principal destino, com 92,1% do total das exportações, os EUA ocupam o sétimo lugar do ranking, tendo mantido as suas compras em 19,2 milhões de euros.

Dentro da Europa, a associação sublinha os desenvolvimentos positivos de Espanha (+11,9%, para 337,1 milhões de euros), Áustria (+14,7%, para 13,6 milhões de euros) e Itália (+4%, para 25,8 milhões de euros), dando ainda conta do elevado crescimento verificado nas vendas de vestuário para a Arábia Saudita (+168,9%) e para a República Checa (+175,9%).

«Os números das exportações para o primeiro trimestre continuam a demonstrar a força da indústria de vestuário portuguesa», afirma no comunicado César Araújo, presidente da direção da ANIVEC. «O crescimento registado em alguns dos mercados extracomunitários, contudo, mostra que há ainda um grande potencial para explorar fora dos países tradicionais e justifica a vontade de diversificação das exportações dos empresários do sector, que estão, cada vez mais, a investir na presença em novas latitudes para acelerarem o crescimento dos seus negócios», acrescenta.

As exportações totais de têxteis e vestuário atingiram, nos primeiros três meses do ano, 1,26 mil milhões de euros, de acordo com os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), equivalente a um crescimento de 3%. Tapetes e outros revestimentos para pavimentos (+16,74%, para 20,9 milhões de euros), tecidos especiais e tufados, rendas, tapeçarias e bordados (+15,52%, para 27,1 milhões de euros) e algodão (+15,38%, para 39 milhões de euros) foram as categorias que evidenciaram maior crescimento nas exportações.

As importações, por seu lado, mantiveram-se praticamente estagnadas face ao período homólogo de 2015, com uma ligeira subida de 0,88%, para 936 milhões de euros. As principais importações nacionais entre janeiro e março foram vestuário e seus acessórios, exceto de malha (244,3 milhões de euros, apesar da queda de 3,54%), vestuário e seus acessórios, de malha (225,4 milhões de euros, +1,60%) e algodão (127,6 milhões de euros, equivalente a um aumento de 8,42%).

A balança comercial da indústria têxtil e vestuário mantém-se no “verde”, com um saldo positivo de 324 milhões de euros.