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Vestuário cresce 44% desde 2009

Em 2016, as empresas do sector do vestuário exportaram 3.102,3 milhões de euros, sobretudo para mercados europeus, o que representa um crescimento de 8% face ao ano passado e 44% em comparação com 2009. No total, a ITV ultrapassou os 5 mil milhões de euros nos envios para os mercados externos.

A crise financeira de 2008/2009 pressionou o comércio internacional e em 2009, as exportações portuguesas de vestuário registaram o valor mais baixo deste século. Mas os números de 2016 dão conta de uma recuperação completa: além do aumento de 44% face a 2009, o sector ficou ainda próximo do valor recorde de 2001, de 3.147,62 milhões de euros, registado antes da entrada da China na Organização Mundial do Comércio.

Espanha continua a ser o principal mercado do vestuário “made in Portugal”, com uma quota de 44,2% de todas as exportações do sector, uma posição que saiu ainda reforçada em 2016, já que os envios para “nuestros hermanos” somaram mais 13,4%, para um valor de 1.372,3 milhões de euros.

O crescimento, de resto, foi transversal aos 10 principais mercados do vestuário nacional, composto, por ordem decrescente, por França (+0,5%, para 402,2 milhões de euros), Reino Unido (+1,2%, para 285,5 milhões de euros), Alemanha (+3,2%, para 265,5 milhões de euros), Países Baixos (+17,4%, para 120,4 milhões de euros), Itália (+16,6%, para 115,3 milhões de euros), EUA (+7,8%, para 85,7 milhões de euros), Suécia (+27,9%, para 83,7 milhões de euros), Bélgica (+0,4%, para 58,9 milhões de euros) e Dinamarca (+0,6%, para 46,3 milhões de euros).

«É um feito extraordinário para a indústria de vestuário portuguesa, que só mostra a capacidade, o know-how e a qualidade das empresas nacionais, que continuam a puxar pela economia portuguesa», afirma, em comunicado, César Araújo, presidente da direção da ANIVEC, que sublinha ainda que «conseguir atingir valores de exportações acima dos registados antes da abertura do mercado à China mostra que o sector da confeção e moda está ainda mais forte e certamente na direção certa».

No total, a indústria têxtil e vestuário aumentou em 5,14% as exportações em comparação com 2015, para 5.062,7 milhões de euros. Além do vestuário – que representa a maior fatia das exportações –, destaca-se ainda o crescimento das categorias de algodão (+19,42%, para 168,4 milhões de euros), tecidos especiais e tufados, rendas, tapeçarias e bordados (+10,64%, para 107 milhões de euros), tecidos impregnados revestidos (+10,44%, para 225,1 milhões de euros) e tecidos de malha (+8,68%, para 136,4 milhões de euros). A categoria outros artefactos têxteis confecionados, onde se inclui a maioria dos têxteis-lar, registou um incremento de 1,34%, para 633,7 milhões de euros.

As importações, por seu lado, aumentaram 2%, para 3,9 mil milhões de euros, com a indústria têxtil e vestuário a manter um saldo positivo superior a mil milhões de euros.