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Vestuário dá força à indústria

A indústria de vestuário voltou a mostrar a sua força, com as “Estatísticas da Produção Industrial 2014”, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística, a colocar o sector na segunda posição entre as atividades que mais contribuíram para o crescimento da indústria em Portugal.

O relatório “Estatísticas da Produção Industrial 2014”, que reúne os principais resultados caraterizadores da produção industrial portuguesa em 2014, obtidos a partir do Inquérito Anual à Produção Industrial (IAPI), revela que, em 2014, o total das vendas de produtos e prestação de serviços na indústria (divisões 10 a 33, 35 e 38 da CAE Rev.3) atingiram 76,1 mil milhões de euros, crescendo 0,4% relativamente a 2013 (variação de 0,3% em 2013).

Na publicação, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que «as atividades que mais contribuíram positivamente para o crescimento observado no total da atividade (0,4%) foram a Fabricação de veículos automóveis, com uma variação de 7,6% e um contributo de 0,5 p.p., a Indústria do vestuário com um aumento de 11,3% e contributo de 0,4 p.p., e a Fabricação de produtos metálicos, exceto máquinas e equipamentos com um crescimento de 5,3% e um contributo de 0,3 p.p.».

Em comentário a esta informação, Paulo Vaz, diretor-geral da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, destaca, em comunicado, que «de acordo com os cálculos da ATP, os produtos vendidos pela indústria têxtil e vestuário (CAE 13 e CAE 14), ascenderam a 5.022 milhões de euros, um valor 7% superior ao registado em 2013».

Paulo Vaz acrescenta ainda que «embora a confeção de vestuário interior (incluindo camisas, blusas e t-shirts) e a confeção de vestuário exterior (exceto vestuário de trabalho e vestuário em couro) sejam as atividades que mais contribuem para este valor (respetivamente 20% e 19% do total da ITV), não podemos negligenciar o crescimento verificado em atividades como os acabamentos têxteis (68% de aumento, quota de 4%), a fabricação de vestuário de malha, exceto meias e similares (crescimento de 46% e quota de 3%), a fabricação de têxteis para uso técnico e industrial (aumento de 12% e quota de 6%) a fabricação de cordoaria (crescimento de 15% e quota de 4%), a fabricação de meias e similares de malha (aumento de 11% e quota de 3%), a confeção de vestuário de trabalho (crescimento de 17%) ou a fabricação de redes (aumento de 18%)».

Numa outra referência à indústria de vestuário, a publicação do INE sublinha que «globalmente verifica-se uma concentração significativa da produção industrial, representando as dez maiores empresas de cada divisão, em geral, mais de metade do valor total. Ainda assim, verifica-se alguma heterogeneidade, destacando-se os casos das indústrias alimentares, dos produtos metálicos exceto máquinas, do vestuário e dos produtos do couro, onde as 50 maiores empresas participam com menos de metade do valor total da produção nessas atividades».

O INE refere ainda que, em sentido inverso, «as atividades que contribuíram de forma negativa mais acentuada para a evolução da atividade em 2014 foram a Fabricação de coque, produtos petrolíferos refinados e de aglomerados de combustíveis, com uma descida de -15,7% face ao ano anterior e um contributo de -2,1 p.p., e as atividades de Fabricação de equipamento elétrico e das Indústrias alimentares, ambas com contributos de -0,3 p.p. e decréscimos de -9,9% e -2,0%, respetivamente».