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Vestuário de tamanhos grandes em alta

O mercado do vestuário em tamanhos grandes atingiu os 32 mil milhões de dólares em 2000 (30% do mercado total), e desde então cresceu para os 44,3 mil milhões de dólares em apenas quatro anos, de acordo com a MarketResearch.com.

Esta explosão no crescimento torna este segmento uma área de grandes oportunidades para as empresas de vestuário.

Os analistas concordam que o continuado aumento nos tamanhos médios nos Estados Unidos (o tamanho médio actual é o 14, enquanto era o 8 em 1985), combinado com os números maiores nos tamanhos usados pelas celebridades, modelos e mostrados nas revistas, fazendo deste um mercado verdadeiramente apetecível.

Além disso, regista-se nos Estados Unidos um aumento das compras feitas por esta faixa da população, que cresceu 5% por ano na última década, e que só neste país conta com 60 milhões de pessoas, pois 64% dos norte-americanos serão obesos, segundo dados do NPD Group.

Muitos retalhistas têm vindo a pedir às marcas de vestuário que criem linhas separadas e contemporâneas, dois aspectos que são normalmente apontados pelos adolescentes seguidores da moda, de acordo com Elaine Berkman, directora da divisão de tamanhos grandes do The Doneger Group.

Os especialistas referem fabricantes como o Jones Apparel Group e as suas colecções, bem como a linha O-Oscar da Kellwood, como exemplos de empresas que estão a seguir uma abordagem correcta deste mercado, criando peças apelativas e modernas.

Por seu lado, os retalhistas como a JC Penney, Lane Bryant, Old Navy e Steinmart têm igualmente feito um grande esforço em identificar as necessidades e desejos dos seus clientes, colocando-os nas prateleiras das suas lojas.

Além deste mercado de tamanhos grandes – que inclui medidas como 14 a 28, “W”, “Queen”, “Queen-Size” ou “XL, 1X, 2X”, etc. – existem muitas outras oportunidades de lucro para as marcas de roupa que estendam as suas colecções neste segmento.

Para Don Montuori, editor da Packaged Facts, existe igualmente um vasto Mercado ainda por explorar na área dos acessórios de moda para as mulheres mais fortes, como as peças de joalharia, relógios, cintos, chapéus, etc.

“Um dos grandes desafios actuais é fazer estas consumidoras sentirem-se importantes na arena do retalho”, afirma Montuori, sugerindo que “os retalhistas façam isto criando melhores localizações para os departamentos de tamanhos grandes, a par de novas colecções de artigos e também de vendedores devidamente formados”.

Outro desafio são as próprias medidas deste segmento de mercado, que constitui um problema para os fabricantes em general, independentemente dos outros tamanhos que produzam.

Um estudo da Packaged Facts sugere que, embora o americano médio vista o tamanho 14, os fabricantes de vestuário ainda se regem pelos modelos no tamanho 6.

Segundo dados do The Doneger Group, há cinco anos a indústria do vestuário despendia apenas um terço do seu tempo a estudar a questão das medidas, enquanto actualmente esse tempo ocupa 50% do seu tempo de actividade, na sua maior parte devido às mudanças físicas dos americanos.

Alguns retalhistas, como a The Charming Shoppes e Lane Bryant, têm vindo mesmo a promover seminários para os seus vendedores, para ajudá-los a identificar problemas específicos de medidas e tamanhos, avaliar as necessidades destes clientes específicos e trabalhar em conjunto para encontrar as melhores opções de moda para os consumidores mais fortes.

Quanto ao marketing dirigido ao consumidor mais forte, ele não é assim tão diferente daquele destinado ao cliente mais elegante, pois em especial as mulheres querem parecer e sentir-se bem, e confiar no seu aspecto, e esse sentimento é comum a todas, independentemente do seu peso ou medidas.

Outros analistas consideram que cabe aos retalhistas dispor os artigos para este segmento de forma específica, considerando igualmente importantes as combinações de peças, padrões e cores propostas às clientes mais fortes.

Designers de marcas como a Ralph Lauren e a Liz Claiborne têm vindo a quebrar a tradição, ao oferecer a estas consumidoras cores mais claras, novos padrões e diferentes formatos.

Em síntese, para atingir o sucesso neste mercado, não só implica uma oferta de qualidade e diversificada, em termos de cores, feitios e estilos, como uma disposição adequada dos artigos e um atendimento adequado, destinado a superar alguns complexos inerentes à fisionomia desta faixa de clientes.