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Vestuário de trabalho no salão Work Wear de Paris

Cerca de 100 expositores participarão no Work Wear, o salão de vestuário profissional que se realizará de 7 a 10 de Novembro em Paris, no âmbito da Expoprotection, feira internacional da protecção e segurança. Os organizadores da Expoprotection informaram da sua decisão de destinar um espaço exclusivo para o vestuário profissional, com o objectivo de aglutinar num só sector tanto a roupa de protecção, imagem e trabalho como os serviços inerentes. Em concreto, o salão Work Wear ocupará uma superfície de 4.000 m2, oferecendo uma das ofertas europeias mais importantes do sector. Até ao passado mês de Fevereiro, já estavam inscritos 60 expositores, entre os quais se pode mencionar a Parmi eux, Cepovett, Dickies, Helly Hansen, James Harvest Sportwear, Kiplay, Lakeland, Molinel, Naef Terag, entre outros. Os organizadores aspiram a que o número de empresas participantes alcance a centena. Boa parte dos 6.000 profissionais que visitarão o salão, serão provenientes do resto de países da Europa. Já confirmaram a sua presença visitantes de instituições públicas, empresas de transporte, grande distribuição, turismo e das maiores empresas do sector automóvel e de comunicações de diferentes países. Os organizadores informaram que um dos atractivos da Work Wear é o programa de conferências, com cerca de 30 intervenções. Entre os temas a tratar, ressalta a análise do mercado mundial de vestuário profissional, pondo ênfase no mercado francês. Também será abordado o tema das responsabilidades civil e penal do comprador de vestuário, assim como das novas matérias e inovações técnicas. Algumas das intervenções versarão a estratégia de comunicação de uma empresa, o outsourcing dentro do sector, as novas normas europeias sobre vestuário de alta visibilidade, etc. Paralelamente, estão a ser ultimados os detalhes sobre os desfiles programados, onde serão mostradas as actuais tendências da roupa de trabalho, e as várias novidades apresentadas pelos expositores. Impulsionado pelo aumento da regulamentação relativa à higiene e segurança no trabalho, o vestuário laboral é um segmento em ascensão a nível mundial. Para este incremento também tem contribuído a crescente importância da imagem nas políticas das empresas que são assim impelidas a investir em corporate wear, nomeadamente, as indústrias de transporte, hotelaria de luxo, e inclusive, na grande distribuição e serviços, que vêm na imagem de seus empregados um instrumento de grande potencial. Segundo um estudo publicado pelo Just-style ‘Global Market Review of Workwear’ o mercado mundial de vestuário de trabalho deverá atingir o valor total de 4,24 milhões de dólares em 2004 sendo de 4,49 milhões a previsão apontada para 2010. Em França, o volume de negócios no sector alcançou os 400 milhões de euros em 2003, cerca de 21,91% mais do que em 2000. Só nos dois últimos anos, efectuaram-se grandes negócios. A empresa DHL comprou 11.000 uniformes para empregados, a Air France, a Direcção de Transportes de Marselha e a Polícia Nacional Francesa estrearam novos uniformes em 2005. Quanto à situação em Portugal, esta é diversa. Tendo por base a análise do comércio internacional português desta categoria de produtos, de acordo com os dados do Observatório Têxtil do CENESTAP, foram exportados em 2004 29,8 milhões de euros de vestuário de trabalho, correspondendo a uma forte contracção face ao ano anterior (16,8%). A Europa Comunitária absorve 66,3% das exportações nacionais, contudo, Portugal tem vindo a perder quota nas importações deste mercado. No que se refere ao preço médio das importações com origem nacional em comparação com o preço médio de importação total constatamos que os produtos lusos são em média de gama superior, na medida em que, detém preços mais elevados do que os preços médios de importação da U.E. Para informação mais detalhada, ver artigo PT.