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Vestuário de vento em popa

Nos primeiros quatro meses de 2015, as exportações portuguesas de vestuário e confeção registaram um incremento de 3,14%, para um valor ainda mais próximo dos mil milhões de euros. Números que confirmam o otimismo do sector e parecem abrir o caminho para mais um ano de crescimento.

De acordo com os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) analisados pela Anivec/Apiv – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção, entre janeiro e abril as exportações nacionais de vestuário subiram 3,14%, para um total de 969,95 milhões de euros (face a 940,39 milhões de euros em igual período de 2014), o que, segundo o comunicado da associação, dá «continuidade à trajetória gradual sustentada de crescimento» e contribui «de forma efetiva para a evolução da atividade económica». As exportações da categoria vestuário e seus acessórios, exceto de malha, registaram o maior aumento (+9,12%) em comparação com o período homólogo de 2014, para um valor que ascendeu a 336,1 milhões de euros. Os envios para o estrangeiro de vestuário e seus acessórios, de malha, apesar de uma evolução pouco significativa, continuam a ser os mais representativos, tendo atingido 633,9 milhões de euros entre janeiro e abril (+0,23% face a igual período do ano passado). As importações registaram igualmente um aumento: Portugal importou mais 2,28% de vestuário e seus acessórios, de malha, para 280,1 milhões de euros, e mais 4,47% de vestuário e seus acessórios, exceto de malha, para 320,4 milhões de euros. Para a associação, «é notória e sintomática a dinâmica empresarial deste sector, que em muito tem contribuído para a dinâmica da economia portuguesa». Como afirma, «este sector tradicional, que ao longo do tempo se foi consolidando e afirmando, é hoje um sector de reconhecida importância em contexto nacional e internacional. Fatores determinantes foram e continuam a ser as perspetivas do aumento da procura, da utilização da capacidade produtiva, da produtividade e da inovação, sem alienar as perspetivas de melhoria das condições de financiamento». Face à evolução dos primeiros quatro meses do ano nas trocas comerciais com os mercados externos, a Anivec/Apiv «acredita que a indústria de vestuário e confeção vai continuar a contribuir para o aumento do emprego, do volume de exportações e do crescimento do investimento, influenciando desta forma a balança comercial, o crescimento do produto interno bruto e a recuperação da economia portuguesa».