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Vestuário e mobiliário mais afetados

A pandemia de Covid-19 está a afetar os negócios em todo o mundo, com destaque para a área não-alimentar, onde a procura continua em baixa. Itália é, entre os países estudados, o que mostra a maior diminuição do consumo neste tipo de produto, assim como o Brasil. Já a China está a revelar-se mais resiliente.

A procura por artigos não-alimentares continua escassa em todo o mundo, com os Governos a imporem o encerramento de lojas para evitar a disseminação do novo coronavírus e com a confiança dos consumidores a cair devido à incerteza financeira.

Os dados da GlobalData mostram que, internacionalmente, a procura por artigos não-alimentares tem sido particularmente fraca em Itália e no Brasil, com os consumidores a reportarem que semanalmente estão a gastar bastante menos em vestuário, calçado, mobiliário e dispositivos eletrónicos do que antes do surto. Contudo, há sinais de retoma e, tendo em conta as três semanas estudadas (as semanas de 30 de março, 6 e 13 de abril), nos três países onde o consumo foi o mais reduzido neste período (Itália, Brasil e Reino Unido), houve um aumento no consumo na terceira semana em comparação com a segunda.

Itália, que continua a ser o país com mais mortes por coronavírus na Europa, reportou a maior diminuição no consumo de artigos não-alimentares em cada semana analisada, com um índice de -73,3 (números abaixo de zero significam diminuição no consumo) – embora este valor seja uma ligeira melhoria em comparação com a segunda semana. A procura do consumidor foi particularmente fraca para vestuário e calçado, uma vez que as lojas continuaram encerradas e os eventos cancelados até, pelo menos, ao verão. A África do Sul, o Brasil e o Reino Unido evidenciaram declínios semelhantes na procura de vestuário.

No Brasil, que teve um índice de -69,4 na terceira semana, o sector mais afetado pela falta de procura de artigos não-alimentares foi o mobiliário. Este cenário repetiu-se igualmente nos Emiratos Árabes Unidos, na Suécia e nos EUA, com a confiança dos consumidores a manter-se fragilizada, pressionando a procura em baixa para compras de valor elevado.

Beleza e saúde mais fortes

A saúde e a beleza mostraram ser o sector mais resiliente em todo o mundo, devido à própria natureza dos produtos, como artigos de higiene pessoal. Não obstante, em todos os países com exceção da China, os consumidores estão a gastar significativamente menos nesta categoria do que antes do surto.

Tendo saído do pico da pandemia, a procura por artigos não-alimentares foi relativamente resiliente na China, com um índice de -13,5 na semana três, embora tal signifique um queda face aos -12,1 na semana dois. Os consumidores na China gastaram mais em saúde e beleza nas três semanas analisadas do que estavam a gastar antes do surto, com os consumidores a voltarem a comprar produtos não-essenciais como maquilhagem e perfume, numa altura em que o Governo começou a abrandar as restrições e a permitir que os negócios reabram. Os consumidores na China também gastaram mais em produtos de entretenimento. Mas o vestuário, calçado, mobiliário e artigos eletrónicos continuam em dificuldades apesar da reabertura das lojas.