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Vestuário em malha impulsiona exportações

Entre janeiro e setembro, a indústria têxtil e vestuário portuguesa exportou mais 61,5 milhões de euros do que em 2019 e mais 553,7 milhões de euros do que em 2020. Uma recuperação alavancada pelo vestuário em malha, mas também pelos têxteis-lar e pelos artigos em algodão.

No total, as exportações de matérias têxteis ascenderam a 3,99 mil milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, representando um aumento de 16,1% face ao mesmo período de 2020 e de 1,6% em comparação com 2019 (em agosto, este aumento acumulado situava-se em 1,2%).

O vestuário e seus acessórios, em malha, é a categoria que mais cresceu em termos absolutos, somando mais 374,7 milhões de euros (+28%) do que nos nove primeiros meses de 2020 e mais 113,1 milhões de euros (+7,1%) do que em igual período de 2019.

Também a categoria outros artefactos têxteis confecionados, que inclui a maior parte dos têxteis-lar, registou um forte crescimento, sobretudo face a 2019: +27,6%, equivalente a 129,3 milhões de euros. Na comparação com 2020, o aumento foi mais modesto: +5%, ou mais 28,2 milhões de euros.

A subir estão igualmente as exportações sob a categoria algodão, com um incremento de 28,7% (mais 31,4 milhões de euros) face ao período entre janeiro e setembro de 2020 e de 24,8% (mais 28 milhões de euros) em comparação com 2019.

Aliás, na comparação com os números de 2020, apenas uma categoria – pastas (ouates), feltros e falsos tecidos; fios especiais, cordéis, cordas e cabos; artigos de cordoaria – regista comparações negativas (-2,4%, equivalente a menos 5,4 milhões de euros).

O mesmo não se passa quando se analisa os números relativos a 2019, onde há várias categorias de exportação no negativo, sendo a mais afetada o vestuário e seus acessórios, exceto de malha. «O vestuário em tecido continua a registar o pior desempenho, com uma quebra de 165 milhões de euros, ou seja, -22,2%, mostrando que ainda não conseguiu recuperar do impacto da crise pandémica», salienta, em comunicado, Mário Jorge Machado, presidente da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal.

Espanha recupera

Em comparação com 2020, o principal mercado das exportações nacionais de matérias têxteis está em recuperação, com os envios para Espanha a subirem 14,1%, para 1,02 mil milhões de euros. No entanto, na comparação com o mesmo período de 2019, a queda é ainda de 16%.

O maior crescimento relativo tem sido sentido no mercado americano: +36,9% face a 2020 e +25,5% face a 2019, para 317 milhões de euros. França, por seu lado, é o mercado que mais sobe em termos absolutos, tendo registado um acréscimo de 72 milhões de euros nas exportações entre janeiro e setembro de 2021 face ao mesmo período de 2019.

Os restantes países do top 10 dos destinos de exportação da indústria têxtil e vestuário nacional registam todos taxas positivas de crescimento, com destaque para Itália (+32,6% do que em 2020 e +14,8% do que em 2019), Países Baixos (+30,8% e +15,1%), Suécia (+28,3% e 13,6%) e Dinamarca (+23,6% e 27,9%).