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Vestuário inteligente popular em 2030

Vestuário e calçado com sensores integrados que transmitem informação biométrica e outros dados deverão tornar-se o novo normal num futuro não muito longínquo. Segundo o mais recente estudo da GlobalData, este tipo de wearable tornar-se-á corrente em 2030 e deverá ultrapassar os 3,3 mil milhões de euros em valor de mercado.

[©Horizon]

O vestuário inteligente está, hoje, direcionado sobretudo para pessoas que têm interesse na área do fitness e da saúde, mas os sectores do desporto, cuidados de saúde e militar deverão tornar-se os principais consumidores deste tipo de produto nos próximos anos, à medida que o valor da monitorização contínua da atividade física é reconhecida. Esta indústria deve ultrapassar a marca de mil milhões de dólares (cerca de 849 milhões de euros) já em 2023.

O mais recente estudo da GlobalData sobre o tema, denominado “Thematic Research: Smart Clothing”, destaca que o sector valia 668 milhões de dólares em 2020 e que na próxima década deverá crescer a uma taxa anual composta de 21%.

«Progresso em áreas como os têxteis eletrónicos, inteligência artificial, rastreabilidade de movimentos e háptica vão impulsionar o crescimento no mercado do vestuário inteligente», revela Rupantar Guha, project manager associado para investigação temática na GlobalData. Atualmente, afirma Guha, «os artigos de vestuário inteligente são direcionados para o consumidor. Contudo, as indústrias do desporto, cuidados de saúde e militar vão tornar-se as principais utilizadoras de vestuário inteligente nos próximos anos, valorizando a capacidade da tecnologia de fornecer uma monitorização contínua da atividade física».

[©Jacquard by Google]
No entanto, «por agora, a indústria de vestuário inteligente está a aguardar investimentos de grandes empresas de tecnologia e vestuário. Isso irá melhorar as capacidades dos produtos e influenciar a adoção do mercado, uma preocupação premente para os atuais vendedores de vestuário inteligente», destaca o project manager da GlobalData.

Este segmento não ficou imune aos efeitos da pandemia de Covid-19, tendo sido afetado tanto em termos de encomendas como de volume de negócios. Não obstante, garante Rupantar Guha, «o impacto foi limitado, uma vez que o vestuário inteligente está nas fases iniciais do desenvolvimento», pelo que «o mercado vai recuperar em 2021».

Ao mesmo tempo, transformando desafios em oportunidades, «alguns vendedores de vestuário inteligente estão a usar os confinamentos e as exigências de distanciamento social impostos pelo Covid-19 para mostrar os seus produtos, sobretudo os que têm capacidades relacionadas com fitness e saúde», conclui Rupantar Guha.