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Vestuário no top do consumo

Um relatório da IBM refere que a procura por vestuário e acessórios vai permanecer forte no Outono, com os pais a gastarem primeiro com os seus filhos e depois em si próprios. «Eles estão a comprar mais vestuário do que outros tipos de produtos e serviços», indica Michael Haydock, responsável de análise de retalho na IBM Global Business Services. «Antes da recessão, as pessoas compravam de forma agressiva em todas as categorias. Este ano, as pessoas não estão a comprar em todas as categorias – nos produtos electrónicos de consumo, automóveis e electrodomésticos, os consumidores estão efectivamente a restringir as suas compras – mas estão a comprar mais roupas», acrescenta Haydock. O responsável antecipa que as vendas de roupas e sapatos resultem num aumento de 6,6%. Para os três meses de Agosto a Outubro, o vestuário infantil deverá registar um aumento de 11,1%, seguido pelo vestuário de homem, com um crescimento de 5,5%, e do vestuário de senhora, com mais 3,1%. «Os adultos estão a atrasar as suas compras durante o período de regresso às aulas das crianças. Mas depois de as crianças estarem na escola, a mãe e o pai vão sair e gastar em Setembro e Outubro», acredita Haydock. O relatório da IBM não apresenta resultados por diferentes tipos de lojas. Em vez disso, mostra uma tendência geral em lojas especializadas como a Abercrombie & Fitch, department stores como a JC Penney e lojas de desconto como a Target. Os retalhistas especializados em vestuário, especialmente aqueles que atendem a adolescentes e adultos jovens, deverão perder vendas para as lojas de desconto e department stores este ano, tendo em conta que os consumidores procuram pechinchas e promoções. O índice de sentimento do consumidor da Thomson Reuters/Universidade do Michigan mostrou uma debilidade crescente em Agosto, com a leitura final no índice geral de sentimento do consumidor em 55,7, evidenciando uma quebra em comparação com os 63,7 registados no mês anterior. «As pessoas estão a ser muito mais conservadoras em relação às suas compras, mas quando decidem o que comprar, estão a comprar», refere Haydock, acrescentando que estes números não são um indicador da próxima estação festiva. Diversas cadeias estão preparadas para divulgar as suas vendas de Agosto. Segundo a Thomson Reuters, as vendas em lojas abertas há pelo menos um ano deverão aumentar 4,6%.