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Vestuário para radicais em alta – Parte 1

Desde o skateboarding ao surf, passando pelo montanhismo, BMX, escalada, pára-quedismo e asa delta, o mercado dos desportos e actividades radicais assume-se cada vez mais como uma excelente oportunidade denegócio para os fabricantes de vestuário. Quando o fabricante italiano de maquinaria Acimit apresentou recentemente um aperfeiçoamento para as suas máquinas de costura Sangiacomo, que insere automaticamente uma faixa de algodão absorvente nas peças sem costura, esperava que a maior procura por este dispositivo viesse dos fabricantes de cuecas. No entanto, depois do lançamento oficial deste mecanismo, a Acimit recebeu diversos pedidos de informação por parte de fabricantes de sportswear, que produzem artigos para o mercado dos desportos radicais, em especial daqueles especializados em vestuário para skateboarders, que pretendiam inserir protecções para os joelhos e cotovelos nos seus produtos. Aliás, o skateboard tornou-se há pouco tempo uma das modalidades desportivas oficialmente reconhecidas pela conceituada Sport England, e estima-se que em todo o mundo existam cerca de 1,3 milhões de praticantes desta modalidade. O mercado de produtos para este segmento pode revelar-se extremamente lucrativo para as grandes empresas, como podemos constatar no caso da Quiksilver. De um modesto arranque como fabricante de material para surfistas, em l994, quando a marca australiana chegou à Europa, facturava já 29 milhões de libras por ano, e segundo os últimos dados da empresa, a Quiksilver factura actualmente cerca de 140 milhões de libras anualmente. No entanto, este valor é apenas uma gota, quando comparado com o valor global das vendas do mercado do vestuário e equipamento para os entusiastas dos desportos e actividades radicais, actualmente estimado em 5,8 mil milhões de libras. Em todo o mundo, os adeptos dos desportos de Inverno que trocaram os skis pelas pranchas atingem já os sete milhões, enquanto os surfistas e body boarders totalizam cerca de 2,2 milhões de pessoas. A crescente popularidade destes desportos no Norte da Europa deriva dos resultados da indústria do vestuário, que tem vindo a criar e fabricar fatos cada vez mais aperfeiçoados e com preços competitivos. A popularidade das actividades aéreas também tem vindo a aumentar, estimando-se que no presente ano cerca de 30.000 britânicos eferctuarão o seu primeiro salto de pára-quedas. Actualmente, o UK Bungee Club reclama contar com 100.000 sócios, que terão já realizado entre 50 e 60 saltos. Os pára-quedistas mais experientes são unânimes em preferir os fatos tipo “fato-de-macaco”, em nylon ou poly-algodão reforçado. Os fatos em nylon são vendidos no retalho entre 150 e 300 libras, sendo distribuídos principalmente através das lojas dos clubes desportivos onde existe esta modalidade. Quanto aos fatos em poly-algodão, são um pouco mais baratos, custando entre 100 e 200 libras.