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Viabilização da Nova Penteação pode ser uma realidade

Após uma avaliação do imóvel e dos equipamentos em 22,4 milhões de euros realizada por uma equipa de peritos, o Tribunal Judicial da Covilhã aprovou o Processo Especial de Recuperação de Empresas, requerido no fim de 2002 pela administração da Nova Penteação, empresa de lanifícios da Covilhã, adianta o Diário Económico (DE), A recuperação poderá aínda ser auxiliada pelo recente contrato de três anos, com opção de mais dois, para o fornecimento de fardas a uma companhia de aviação que, segundo apurou o DE, trata-se da holandesa KLM. O administrador António Aguilar considerou esta encomenda significativa, porque apesar de não ocupar toda a capacidade produtiva da empresa, pode “servir de cartão de visita da empresa na Europa”. Além disso, a área dos fardamentos constituiu desde sempre uma das vocações da empresa, como referiu o administrador. A aprovação do Processo Especial de Recuperação de Empresas e a nova encomenda deixam António Aguilar confiante na viabilização da empresa, que enfrenta a sua maior crise de sempre. A administração pretende agora avançar com as negociações relativas ao passivo da empresa, que ronda os 30 milhões de euros, que espera iniciar negociações com as sociedades de capital de risco e com um novo parceiro de negócios. Simultâneamente, a Nova Penteação foi uma das primeiras empresas a aderir ao recém criado programa FACE, um dos cinco programas específicos que integram o do Plano de Intervenção para a Beira Interior (PIBI), aprovado pelo governo em Outubro do ano passado. Este programa prevê um conjunto de medidas de formação profissional destinados a apoiar os trabalhadores a adquirirem novas competências dentro da empresa, ou apoiar a reconversão de trabalhadores em risco de desemprego para outras profissões ou actividades. Apesar de manterem o vínculo à empresa, os trabalhadores ficarão temporariamente sob a alçada do Ministério da Segurança Social e terão direito a uma bolsa de formação individual atribuída pelo IEFP que corresponde ao salário mínimo nacional. Neste contexto, cerca de 300 operários estão actualmente a frequentar cursos de formação e qualificação profissional, que como tinha assegurado a administração serão reintegrados na empresa depois do período de formação. Na produção estão apenas 160 trabalhadores e 40 rescindiram ou suspenderam os contratos de trabalho.