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Victória handmade: junco com nome de mulher

A marca de acessórios Victória handmade foi apresentada em 2014. Porém, o projeto há muito que era tema de conversa nos serões em família e o trabalho com o junco considerado uma espécie de legado imaterial. Hoje, os serões são mais globais.

A concretização da marca de acessórios femininos Victória handmade partiu da vontade de valorizar a arte de tecer o junco, mas com a ousadia de lhe juntar modernidade. Todas as peças – isto é, bolsas de mão e de ombro, mochilas, cestas tradicionais e artigos utilitários como baús e caixas/estojos – preservam o ‘‘saber fazer’’ transmitido entre gerações.

A família de Esperança Vitória, a fundadora, lida com a arte há mais de seis décadas e a matriarca Vitória, avó de Esperança, batizou o projeto. «O fabrico dos nossos artigos é 100% próprio e de cariz artesanal. Desde a apanha da matéria-prima principal, o junco, ao seu tratamento, o esteirar dos painéis, o corte e aplicação de pele, acabamentos finais, etc., todos os processos são realizados por nós nas nossas instalações», explica Paulo Jerónimo, responsável comercial da marca, ao Portugal Têxtil. O junco é o denominador comum na oferta da Victória handmade, mas os acessórios são depois trabalhados com pele de curtimento vegetal, fio de juta e vime ou verga.

Considerando a popularidade deste género de artigos no ano 2016, as vendas da marca subiram 60% em relação a 2015 e as principais clientes da Victória handmade são maioritariamente mulheres citadinas, de classe média/alta e com idades compreendidas entre os 25 e os 55 anos. «Não trabalhamos propriamente com coleções de época/estação ao ritmo da indústria da moda. Procuramos antes criar peças intemporais que, consoante as cores e os padrões, tentamos adaptar às tendências», afirma Paulo Jerónimo.

Os preços começam nos 32 euros, tendo como teto os 99 euros e a marca nacional está ainda disponível para responder a pedidos de personalização, sendo que, neste caso, o cliente deve estar preparado para um leque de preços distinto e um tempo de entrega mais alargado.

Com uma média de 50 encomendas mensais na loja online, a Victória handmade tem vindo a aumentar as expedições para códigos-postais internacionais, não só para a Europa mas também Coreia do Sul, Austrália, Brasil e EUA, que já se renderam ao artesanato contemporâneo da jovem marca.

«No primeiro trimestre deste ano, verificou-se uma forte abordagem por parte de revendedores que procuram nessa altura abastecer-se de novidades. Já para o trimestre em que vamos agora entrar estamos bastante confiantes, tendo em consideração a experiência do ano passado, sobretudo nas vendas relacionadas com o Natal», revela o responsável comercial ao Portugal Têxtil.

A par das vendas online, a Victória handmade tem um showroom com atendimento ao público em Porto de Mós, onde está sediada a equipa de cinco elementos, e o canal de revenda tem vindo a crescer não só em território nacional, mas também além-fronteiras.

Para dar a conhecer a arte reinventada, a marca está também presente em “mercadinhos” urbanos e feiras da especialidade – de 5 e 9 de outubro, por exemplo, a Victória handmade vai estar presente na Lisboa Design Show, na FIL.