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Vicunha conquista a Europa

Uma das mais importantes empresas têxteis da América do Sul quer tornar-se líder na Europa. Para tal, além do apoio da sua filial situada na Suiça, conta sobretudo com o apoio da filial localizada em França e que representa mais de 15% das vendas do grupo. Foi há uma dezena de anos que a marca se instalou na Europa, em colaboração com o germânico-brasileiro Thomas Dislich. «Em seguida, no ano 2003, a Vicunha comprou a minha empresa», explica Thomas Dislich, que é hoje o dirigente da Vicunha Europa. «Era indispensável, porque as nossas capacidades de investimento não eram suficientemente fortes para sustentar os nossas ambições». Esta decisão estratégica permitiu a Thomas Dislich multiplicar por quinze o seu volume de negócios em apenas três anos.Hoje, a Vicunha Europa emprega 600 pessoas na Europa, sendo que 23 são agentes comerciais. Dois de entre eles estão activamente em França. Um terceiro faz a lição entre Maghred e o Hexágono. «Devido à proximidade geográfica com os nossos escritórios, a França é um cliente muito importante para nós. De facto, seguimos as tendências do mercado. Se os centros de decisão ainda se mantêm em França, então a produção tem tendência a ser feita em Marrocos e na Tunísia», salienta Thomas Dislich. Com o objectivo de ser imbatível nos prazos de entrega, a Vicunha possui armazéns numa área total de 6.000 metros quadrados, que estão repartidos por quatros estruturas nos Países Baixos e na Alemanha. Sendo a maior parte da produção realizada no Brasil, onde a Vicunha possui uma fábrica inteiramente destinada à exportação para a Europa, com uma capacidade de um milhão de metros quadrados, Thomas Dislich tem à sua disposição na Europa mais de três milhões de denim e um milhão de tecidos flat. «Somos o melhor cliente do líder de distribuição DHL. Exportamos, em média, duas toneladas de amostras por mês. Temos três pessoas na empresa responsáveis pela amostragem. Quando um cliente mostra interesse num produto, enviámo-lo em mão a qualquer hora», revela. Após ter conhecido um período favorável entre 2004 e 2005, graças a um mercado entusiástico, a tendência estabiliza-se. Actualmente, 70% do mercado da Vicunha é proveniente da venda de denim e 30% provem de outros tecidos. «Este ano, esperamos um volume de negócios situado entre 27 e 30 milhões de euros. Mas nós temos grandes encomendas para 2008», declara Thomas Dislich.O grupo têxtil Vicunha foi fundado em 1946 e consolidou-se em 1967, aquando da aquisição da maior empresa de lanifícios da América do Sul, a Varam. Hoje exporta para mais de 80 países e possui um volume de negócios que ronda os 600 milhões de euros. O grupo continua a ser propriedade da família fundadora, os Steinbruch.