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Vilartex reforça produção

A produtora de malhas Vilartex decidiu aumentar a sua capacidade de produção e, por consequência, rapidez de resposta. Entre os investimentos encontra-se um novo tear jacquard, que produziu as primeiras amostras mesmo a tempo da coleção primavera/verão 2018.

O investimento foi já realizado em 2016, mas o novo tear jacquard chegou às instalações da produtora de malhas apenas este ano, mesmo a tempo de fazer as primeiras amostras para integrar as propostas da coleção para a próxima estação quente. «Achávamos que já não íamos adquirir nada no ano passado, mas comprámos ainda essa máquina, que chegou agora à Vilartex, e conseguimos fazer algumas amostras», revelou a administradora Carmen Pinto na edição de maio do Jornal Têxtil.

Além do jacquard, a nova coleção contempla uma forte aposta nas malhas índigo, em algodão e liocel, com várias técnicas de acabamento. «Para além dos índigos também apostamos nas felpas e nos veludos, porque vai ser uma estação forte a esse nível», assegura a administradora. As propostas orgânicas – a Vilartex tem certificações GOTS e Better Cotton Initiative (BCI) – são, de igual forma, uma parte importante da nova coleção. «Não me lembro de perguntarem por orgânicos na Première Vision e [em fevereiro] foi uma loucura», afirmou.

Além do tear jacquard, a Vilartex adquiriu cinco outros teares «para aumentar a capacidade de produção e a rapidez de resposta», elevando o output para 30 toneladas diárias. O aumento da procura justifica estes novos investimentos, uma vez que a empresa registou um crescimento das vendas de 5%, para um volume de negócios que rondou os 28 milhões de euros.

Para isso tem contribuído o esforço de internacionalização da especialista em tricotagem, iniciado há cerca de quatro anos, que permite deter atualmente uma quota de exportação de 10%, centrada essencialmente em mercados europeus, mas com o desenvolvimento também de negócios fora do Velho Continente, nomeadamente EUA, China e Japão, abertos em 2016. «Temos um agente nos EUA desde julho. Fomos lá para o conhecer e a partir daí começámos a trabalhar», explicou a administradora da produtora de malhas, que dá trabalho a 122 pessoas.

As feiras passaram igualmente a fazer parte da estratégia da empresa, que já não dispensa a presença em certames internacionais em Londres, Munique, Milão e Paris, até porque «o nosso objetivo principal é aumentar a exportação direta», sublinhou.

Uma meta que se coaduna com as expectativas para 2017. «Penso que vai ser um ano bom», confessou Carmen Pinto. «Os nossos clientes estão também otimistas», adiantou a administradora da Vilartex ao Jornal Têxtil.