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Volta ao mundo em 6 Dias

Depois da estreia na última edição da Texworld Paris – à qual regressa já em setembro –, e dos muitos contactos conseguidos, a 6 Dias quer agora circum-navegar o mundo e conquistar novos clientes. Com Espanha e França como portos seguros e o Brasil e os EUA no horizonte, os ventos parecem soprar a favor da especialista em tecidos.

Como muitas outras ideias de sucesso, a 6 Dias nasceu numa garagem, ainda que de grandes dimensões, há 10 anos, pelas mãos de Carlos e Patrícia Dias, pai e filha. «Obrigada a crescer», depressa as instalações da empresa familiar se revelaram pequenas e hoje a lista de clientes contabiliza 2.300 entradas, 500 das quais representam «clientes bons», afirma Patrícia Dias na edição de junho do Jornal Têxtil.

Atualmente, a especialista em tecidos, que garante dentro de portas o desenvolvimento das coleções dos clientes e recorre à subcontratação para serviços de tinturaria, estamparia e acabamentos – tudo em território nacional –, conta com um efetivo de 21 pessoas.

«Os clientes puxavam por nós e nós íamos crescendo», explica Patrícia Dias, sublinhando que a maioria dos clientes da 6 Dias «chegam pelo passa a palavra» que se vai gerando sobre as mais de 12 mil referências da empresa.

Atualmente, 90% da produção da empresa tem como destino a exportação, «direta ou indiretamente», admite a administradora, acrescentando que «entre 70% a 80% das vendas ficam em Portugal, Espanha e França». Mas, ainda que o portefólio de clientes da 6 Dias seja gerado de forma orgânica, a empresa quer ganhar mundo e, para isso, a presença em feiras internacionais é uma das atuais prioridades.

«Começamos a investir em feiras em maio do ano passado. Fizemos a London Textile Fair, a Tissu Premier, em Lille, e agora a Texworld, em Paris», aponta, confessando a vontade de chegar a mercados como o Brasil e os EUA «pela dimensão».

Avaliando positivamente cada uma das participações nos certames internacionais, a 6 Dias, que fechou 2016 com um volume de negócios na ordem dos 7 milhões de euros, espera aumentar a faturação entre 10% a 15% em 2017.

Os planos para o futuro da empresa, que recentemente recebeu o certificado de qualidade ISO 9001, passam ainda por recuperar um antigo armazém dentro das suas instalações e «transformá-lo num armazém autossustentável». «Mas isso só em 2018», revela Patrícia Dias ao Jornal Têxtil.