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Wal-Mart contrata na China e reforça no Brasil

O gigante norte-americano do retalho Wal-Mart anunciou que tenciona contratar 150 mil empregados na China, ao longo dos próximos cinco anos. O objectivo do líder mundial do sector é reforçar a sua presença num mercado em rápido crescimento e que está a despertar a atenção dos grandes distribuidores. Para que se compreenda a dimensão das contratações previstas, o número de trabalhadores que poderão ser recrutados até 2011 equivale ao de funcionários que o grupo informático norte-americano Hewlett-Packard tem em todo o mundo. A Wal-Mart multiplicaria por cinco a sua força de trabalho na China, actualmente de 30 mil pessoas. Com 56 espaços comerciais no país, a Wal-Mart tenciona abrir mais vinte no prazo de um ano. Não foi quantificado o número de superfícies a criar nos anos seguintes. Os franceses do Carrefour, primeiro grupo ocidental de distribuição a apostar na região, tem 78 grandes superfícies na China e prevê abrir este ano mais duas dezenas A britânica Tesco e a alemã Metro estão também a apostar na China. No caso da China trata-se de uma nova estratégia da empresa na abordagem a um mercado ao qual tem tido uma aproximação prudente desde que, em 1996, ali abriu o seu primeiro espaço comercial. As autoridades chineses têm vindo a facilitar o investimento estrangeiro, mas a dimensão do país e a diversidade regional colocam desafios aos investidores. Os Estados Unidos representam cerca de 80% no total dos negócios da Wal-Mart, que, no ano passado, viu cair as suas vendas em 12% e aposta agora mais intensamente no crescimento no exterior. O anúncio da aposta na China segue-se ao do reforço da presença no Brasil, onde, depois de ter comprado 141 lojas da Modelo Continente à Sonae, em Dezembro, (ver artigo PT), a Wal-Mart anunciou, na semana passada, o investimento de 235 milhões de euros na construção de 14 novas superfícies. Fundado por Sam Walton em Bentonville, no Estado de Arkansas, o número um mundial da distribuição emprega 1,7 milhões de pessoas (1,3 milhões nos Estados Unidos) nos 3600 espaços comerciais que possui no país de origem e nos mais de 1.500 que abriu nos 15 países onde está presente no estrangeiro, caso de México, Canadá, Argentina, Brasil, China, Coreia do Sul, Alemanha e Grã-Bretanha. No exercício de 2005/2006, encerrado no final de Janeiro, a Wal-Mart viu os lucros líquidos crescerem 9,4 por cento para 9220 milhões de euros, num volume de negócios que subiu 9,5 por cento e foi de 256.610 milhões de euros.