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Wal-Mart investe nas mulheres

Como parte da sua iniciativa Women in Factories, a Wal-Mart está a promover diversas ações de formação com o objetivo de aumentar a qualidade do produto e reduzir preços. «Acreditamos sinceramente que investir nas pessoas é bom para os negócios, mas também é bom para as comunidades», afirma Meredith Menhennett, diretora sénior de aprovisionamento ético na Wal-Mart. «Isto vai reforçar as comunidades dentro da cadeia de aprovisionamento, assim como as famílias», acrescenta. O programa Women in Factories vai ser lançado este ano, no Bangladesh e na Índia, e tem como objetivo ensinar competências críticas de vida para as mulheres trabalhadoras em 150 fábricas nesses países, assim como na China e na América Central, ao longo dos próximos cinco anos. O sistema está a ser desenvolvido e implementado em colaboração com a organização sem fins lucrativos CARE no Bangladesh e SWASTI na Índia e será avaliado pela Northwestern University, em parceria com o grupo de desenvolvimento DAI e a empresa de consultoria Mission Measurement. Segundo a Wal-Mart, melhorar a vida e as comunidades das suas trabalhadoras em termos de comunicação, higiene, saúde reprodutiva, saúde ocupacional e segurança, vai criar uma força de trabalho mais empenhada. Cerca de 8.000 trabalhadoras vão também receber formação em liderança para incrementarem as suas competências laborais e os conhecimentos básicos necessários para o desenvolvimento pessoal e profissional. Mas o programa também faz sentido ao nível de negócio, ajudando a melhorar a produtividade e originando produtos de melhor qualidade. A diretora de aprovisionamento ético Stella Bray explica que o programa baseia-se no Supplier Development Programme da Wal-Mart, que ajuda a «apoiar o cumprimento com base numa abordagem de medicina preventiva». O sistema procura ser pró-ativo «em vez de reativo através de auditorias». O programa de desenvolvimento também ajuda os fornecedores da Wal-Mart a compreenderem o que está a faltar nas suas fábricas, ou áreas a melhorar, e a chegar a soluções para prevenir a ocorrência de problemas futuros. A fundação Wal-Mart vai financiar o programa durante dois anos. A primeira ronda de formação será feita pelos seus parceiros de ONGs, que irão trabalhar com as equipas de recursos humanos dentro das fábricas para continuar o programa. «A segunda ronda de liderança será realizada pela fábrica com o apoio activo e de ensino das ONGs parceiras e eles vão continuar a ter o apoio de ONGs e da Wal-Mar», enfatiza Menhennett. Enquanto isso, a formação será realizada no interior da fábrica, que vai compensar os trabalhadores pelo tempo de formação. Em simultâneo, os seus parceiros de avaliação – Northwestern University em parceria com a DAI e a Mission Measurement – vão avaliar o impacto nas perspetivas social e empresarial. «O programa estará disponível para outros retalhistas», incica Menhennett. «Este é um programa que queremos construir dentro da indústria e que nós definitivamente queremos partilhar. Estamos a partilhar ativamente aprendizagem sobre como isto poderá afetar a indústria», conclui