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Walmart quer “made in USA”

A Wal-Mart comprometeu-se a aumentar a quantidade de vestuário que aprovisiona nos EUA. «Como indústria, poderemos criar mais empregos americanos apoiando mais a fabricação americana», sublinhou o CEO do retalhista, Bill Simon. Para além de produtos básicos de vestuário, também os artigos desportivos, produtos de armazenamento, jogos e produtos de papel, farão parte da iniciativa de aprovisionamento. O retalhista referiu ainda que a medida poderá ajudar a produção interna dos EUA em áreas como os têxteis. A Wal-Mart revelou que, segundo os dados dos seus fornecedores, os produtos que são fabricados, subcontratados ou cultivados nos EUA, representam cerca de dois terços do que a empresa gasta para comprar produtos na Walmart US. «Há espaço para mais», afirmou Bill Simon. Cerca de 70% do algodão cultivado nos EUA é exportado para ser transformado em tecidos, vestuário, toalhas ou lençóis, que são então re-importados para o país, indicou Simon. No entanto, a equação está a mudar entre a Ásia e os EUA, acrescentou o responsável, à medida que os custos laborais asiáticos crescem, enquanto os custos de petróleo e transporte são elevados e cada vez mais incertos. A empresa nomeou uma equipa para liderar o esforço e também irá assinar acordos de aprovisionamento de longo prazo para dar mais certezas aos fornecedores. Enquanto isso, a Wal-Mart revelou que também irá ajudar os veteranos a encontrarem emprego, à medida que terminam a vida militar, para além de ajudar os trabalhadores a tempo parcial a passarem para trabalhadores a tempo inteiro. A empresa projeta contratar mais de 100 mil veteranos durante os próximos cinco anos, com a maioria dos trabalhos a serem desempenhados em lojas Wal-Mart e associadas e alguns em centros de distribuição na sua sede. «No centro do nosso atual debate político nacional, existe um problema: a criação de postos de trabalho para fazer crescer a economia», explicou o CEO. «Estamos a encontrar-nos com os nossos fornecedores de fabricação nacional e a estabelecer um forte compromisso para avançarmos com isto», concluiu