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Wedoble entra na via verde

Com Itália a destacar-se como principal mercado, a marca nascida no berço da A. Ferreira & Filhos está a apostar na vertente ecológica. Para vestir os mais pequenos dos 0 aos 24 meses, o algodão orgânico é a principal novidade da coleção primavera-verão 2020.

Márcia Pacheco

A seguir aquela que é uma tendência global, a Wedoble criou propostas para a próxima estação quente «com forte incidência no algodão orgânico», revela Márcia Pacheco, gestora da marca. «As nossas coleções são essencialmente pensadas para bebés. São roupas confortáveis de malha em algodão e este ano decidimos dar resposta a algo que, cada vez mais, os clientes procuram», justifica.

No entanto, esta não é a primeira vez que a Wedoble se debruça sobre a sustentabilidade das suas peças de vestuário infantil. «Já trabalhámos com algodão orgânico no passado e não teve tanta aceitação. Não era um fator muito relevante para os clientes, mas neste momento já é, sobretudo porque trabalhamos com recém-nascidos e esta é uma tendência mundial», explica ao Portugal Têxtil.

A procura por artigos “verdes” não surge de nenhum país em específico, mas sim dos vários mercados onde chegam as peças da Wedoble, segundo Márcia Pacheco. A marca infantil, que exporta 80% do que produz, tem Itália como primeiro mercado de exportação. O ranking completa-se com o Reino Unido, Espanha, Holanda, Bélgica, Marrocos, Grécia e EUA. «Temos um importador na Colômbia, por isso, estamos a tentar também chegar à Colômbia e ao México», acrescenta a gestora da marca.

O equilíbrio entre o online e o offline

Atualmente, a Wedoble representa entre 35% a 40% das vendas da A. Ferreira & Filhos e o objetivo, a curto prazo, é atingir os 50%. Para isso contribui a presença em cerca de 400 lojas multimarca e o investimento no mundo digital, com o comércio eletrónico a representar aproximadamente 15% das vendas. A marca está a preparar a renovação da sua loja online e encontra-se presente em alguns marketplaces nacionais, como a recém-criada Dott, e outros europeus.

«O nosso objetivo é crescer online, porque, efetivamente, é uma tendência que nos permite expor os nossos produtos da maneira que nós imaginámos. Permite-nos controlar mais todo o processo», garante Márcia Pacheco. A gestora da Wedoble aponta, contudo, que pelo facto de a marca ter «tantos revendedores, o online é sempre uma concorrência e temos de gerir isso com algum equilíbrio. A nossa prioridade, neste momento, é os nossos revendedores, que nos compram há muitos anos. Por isso, estamos a tentar conjugar as estratégias de maneira a que todos os nossos parceiros também cresçam connosco».

Em 2018, a marca registou um volume de negócios de cerca de um 1,8 milhões de euros, um crescimento de aproximadamente 40% em relação a 2017. Para Márcia Pacheco, 2019 será o ano de a Wedoble ultrapassar metas. «Tínhamos o objetivo de terminar o ano com dois milhões de faturação e acreditamos que vamos conseguir», conclui.