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Women’secret aposta na internacionalização

O Grupo Cortefiel iniciou este ano a implementação do seu plano estratégico para os próximos quatro anos, O principal objectivo inscrito no documento passa pela redução da dependência do mercado espanhol durante esse período. Para tal, a empresa espera que, em 2013, cerca de metade do seu volume de negócios seja conseguido fora de Espanha. O mercado espanhol tem, actualmente, um peso de 75% nas vendas do grupo. A aposta do grupo na internacionalização irá ser efectuada por fases e será diferente consoante as diversas marcas que detém. Já no próximo Outono, a Women’secret entrará no exigente mercado britânico e, para breve, estão previstas novas aberturas nos mercados latino-americanos. A marca, que foi criada em 1993, terá assim em Setembro a sua primeira loja em terras de Sua Majestade. Depois da abertura em terras britânicas, a aposta da Women’secret passará pelo crescimento nos mercados da Colômbia e da Costa Rica. A marca detém actualmente 430 lojas localizadas em 44 países. A aposta no mercado britânico acontece depois de, no passado mês de Fevereiro, o Grupo Cortefiel ter assinado um acordo com a empresa Brand Empire, propriedade do fundo de investimento imobiliário Land Securities, para abrir entre 10 a 12 lojas durante o corrente ano. No acordo para a abertura destas novas lojas está prevista a participação das principais insígnias do grupo espanhol, Cortefiel, Springfield e Women’secret. O Grupo Cortefiel, que é controlado pelos fundos de investimento CVC, Pai e Permira, não limita ao Reino Unido os seus mercados preferenciais de crescimento, principalmente para a cadeia de moda íntima Women’secret. A cadeia, que acaba de inaugurar a sua primeira loja na Hungria, numa das principais artérias comerciais de Budapeste, prevê ainda a entrada na Costa Rica e na Colômbia através do sistema de franchising. A internacionalização de todas as suas cadeias de retalho de moda é, assim, o principal objectivo estratégico da empresa espanhola. A crise pela qual passa actualmente o país vizinho teve um impacto muito expressivo nas contas do grupo, que sofreram assim devido à dependência elevada face à economia espanhola. O Grupo Cortefiel, que também controla a marca Pedro del Hierro, encerrou o exercício fiscal de 2009, com resultados líquidos negativos de cerca de 7 milhões e meio de euros. No ano fiscal anterior, os resultados tinham sido positivos em cerca de 33 milhões. Em termos de volume de negócios, o grupo factura mais de mil milhões de euros. No final de 2009, o Grupo Cortefiel contava com uma rede de 1.606 lojas localizadas em 59 países. Mais de metade dessas lojas (823) estavam localizadas em Espanha. A empresa, que explora as suas marcas em regime de lojas próprias e de franchising, está à procura de sócios para alavancar a internacionalização.