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Zannier aposta em nova marca

O grupo francês Zannier continua a consolidar a sua posição no mercado europeu para criança. O líder da moda infantil registou um aumento de 60% do seu volume de negócios consolidado (cerca de 62 milhões de contos), durante o primeiro semestre de 2001. Esta progressão está ligada evidentemente à consolidação nas suas contas da Y2K (com as marcas Catimini, Ikks e Jean Bourget), resgatadas em Agosto de 2000. Esta diz respeito igualmente, sublinha Zannier, à rentabilidade do grupo, mas pode ser também devido às novas actividades integradas: os resultados operacionais aumentaram igualmente 60% durante o primeiro semestre. A margem operacional (resultados correntes), devido, principalmente «a uma carga de amortizações mais forte (incidência das aquisições e renovações de lojas) e do efeito dilutivo das mudanças estruturantes da actividade da Kickers», aumentou de um modo mais moderado mas substancialmente tudo do mesmo modo: +51,4%. Os resultados líquidos do grupo cresceram 25,9%, «apesar do aumento dos encargos financeiros devido ao financiamento das aquisições em 2000 e do aumento do imposto sobre as sociedades.», sublinha a direcção da Zannier. Enquanto que o mercado francês de vestuário infantil não bubiu mais de 0,4% no mesmo período, François Seris, o director comercial, atribui as performances do grupo ao seu posicionamento único no mercado multimarca (13 marcas, 15 licenças). A Zannier acabou de ceder a sua filial de Berlim, que incluía 25 lojas na Alemanha de Leste. A operação custou 2,3 milhões de euros, mas Roger Zannier, director geral do grupo, não está satisfeito porque confessa ter errado ao criticar esta sociedade em vão depois de vários anos e cujas lojas que têm contratos particularmente longos… Outra novidade, e esta sim verdadeiramente boa, é o retorno à rentabilidade da filial Decant-Jullien, objectivo da grande distribuição, resgatada em Abril de 2000, com uma margem operacional no primeiro semestre de 700 000 euros (140 mil contos). A distribuição multimarca que representa metade do volume de negócios do grupo, progrediu 78%, enquanto que a distribuição integrada (mais de 30% do volume de negócios) é de 69%. O grupo, na sua nova configuração, continua a investir para se desenvolver. Abriram 17 novas lojas a 30 de Setembro e têm mais 25 aberturas programadas daqui até ao fim do ano. O início do ano foi igualmente marcado pelo lançamento da primeira colecção sob a licença da Carterpillar para a Europa, visando os rapazes de mais de oito anos e que aparecerá no primeiro semestre de 2002 entre as multimarcas. A Zannier desenvolve também a sua política de licenças. Para o circuito da grande distribuição (hipermercados e cadeias de grande difusão), principalmente com a Rica Lewis, no sentido de contrariar a pressão exercida sobre os preços. O grupo Zannier, que começou um trabalho de organização para multiplicar as sinergias entre as suas diferentes marcas (análise de marketing dos mercados das marcas, plataforma de compras do município, redução do número de fornecedores, optimização dos entrepostos, fusão das filiais em Itália e Espanha, etc), continua a visar «um forte crescimento, apoiado na rede integrada e na sua presença no estrangeiro». Um novo conceito Z vai nascer em 2002, e o grupo que deverá contar com mais de 130 lojas no final de 2001, espera abrir mais 70 no próximo ano e mais 100 em 2003. Até 2003, pretendem que a sua actividade internacional atinja os 50%, ultrapassando assim os 46% atingidos actualmente, no que diz respeito principalmente a países como a Grã-Bretanha e Estados Unidos. Além destes, estão também bem implantados em Espanha, Benelux e Itália. Por isso, o grupo apoia-se essencialmente nas suas seis marcas principais, a Ikks, Kickers, Catimini, Absorba, Chipie e Z, e às quais consagrou a maior parte do seu orçamento publicitário em 2001. Após um muito bom mês de Setembro, as vendas da Zannier caíram em Outubro. Apesar disso, o grupo conta com um crescimento anual de 20% do seu volume de negócios.