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Zona Euro com retalho forte

As vendas a retalho no conjunto dos países que fazem parte da moeda única atingiram o seu máximo dos últimos 30 meses durante o mês de Dezembro. Este crescimento ficou a dever-se ao forte aumento do consumo verificado na Alemanha e na França. Países como Portugal, Itália, Grécia e Espanha continuaram a apresentar valores condizentes com o crescimento, o desemprego e os problemas financeiros pelos quais estão a passar. Outro dos indicadores que a força da economia francesa e alemã se está a restabelecer em pleno é o indicador de confiança dos gestores de compras, editado pela Markit, e que revela que as empresas estão a reforçar rapidamente os seus stocks para responder à procura de mercado. O valor de Dezembro último foi mesmo o nono mais elevado de sempre em sete anos de vida deste indicador e representou a maior expansão na confiança destes agentes económicos desde Maio de 2008. Apesar destes valores positivos, os indicadores por país continuam a revelar uma clara diferença entre os países do Norte, com expectativas fortemente positivas, e os do Sul, com expectativas moderadas a negativas. Em termos de vendas a retalho, a França e a Alemanha puxaram claramente o crescimento dentro da Zona Euro, estando a Alemanha a apresentar valores muito acima das expectativas e a romper todas as tendências de alta anteriormente verificadas e a França a manter crescimentos sustentados nos incentivos governamentais ao consumo, especialmente à compra de automóveis. O “maior devedor europeu”, a Itália, viu as suas vendas a retalho caírem novamente e existem já receios que o país possa entrar nos países de alto risco em termos de cumprimento das suas obrigações financeiras. Num relatório emitido pela agência de Notação Financeira e de Rating Moody’s, apesar da recuperação económica vivida no eixo franco-alemão, dos planos de austeridade e dos cortes orçamentais levados a cabo um pouco por toda a Zona Euro e das dificuldades de alguns países periféricos de cumprirem com os seus compromissos, comporta ainda muitos riscos para a economia da moeda única.