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Hata tem oficialmente casa nova

A tricotagem do grupo Tintex inaugurou hoje as novas instalações no parque industrial Vila Chã/Curvos, em Esposende, numa cerimónia que contou com o Secretário de Estado Adjunto e da Economia e que honrou o passado, elogiou o presente e projetou o futuro da empresa.

Foi um investimento «feito em tempo recorde e com equipas das melhores», garantiu Mário Jorge Silva, presidente do conselho de administração do grupo Tintex, sobre as instalações hoje inauguradas da Hata, um nome de origem japonesa pensado para «ser lido e pronunciado facilmente em qualquer parte do mundo», porque, lembrou Mário Jorge Silva, antecipar o crescimento pelo mundo é tão importante como as origens. «Devemos pensar alto e largo», destacou.

Com 24 teares circulares – oito dos quais novos –, perfeitamente isolados para evitar contaminações, e o sistema de deteção de defeitos da Smartex instalado, a Hata, que emprega 24 pessoas, terá uma capacidade diária para produzir 8 toneladas de malha em cru por dia, para «alimentar a Tintex», revelou o administrador Ricardo Silva ao Portugal Têxtil.

Mário Jorge Silva

À malha que sai da Hata, a Tintex acrescenta valor através do tingimento, dos revestimentos e dos acabamentos em geral, como salientou Pedro Silva, o outro administrador da empresa, durante a visita do Secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Correia Neves, às instalações.

«A Tintex é claramente uma das empresas que tem apostado de forma muito sustentada naquilo que é a inovação empresarial. E o seu crescimento é feito muito à custa dessa sua capacidade», considera João Correia Neves.

Pés na terra, olhos no futuro

A inauguração da Hata revestiu-se de significado especial para os administradores da Tintex, por um lado por marcar o regresso, em termos profissionais, à terra que os viu crescer como pessoas e, por outro, por ser o dia de aniversário de Ramiro Martins Silva, pai de Mário Jorge Silva. «Faria hoje 88 anos. Teria imenso orgulho em estar aqui hoje e deu, a mim e aos meus filhos, muita força para arrancarmos com este projeto na nossa terra», justificou o presidente do conselho de administração da Tintex. Um apoio reconhecido através de um busto à porta da Hata, inaugurado por Mário Jorge Silva e pelos irmãos, que serve também de recordação do «exemplo permanente de luta contra as adversidades» que foi Ramiro Martins Silva, frisou o presidente do conselho de administração.

Assegurando que «o grupo Tintex/Hata tem sempre como fio condutor a inovação, a sustentabilidade, a performance e a transparência», como descreveu Mário Jorge Silva, é também para o futuro que a empresa olha.

«Este dia trata-se de transformação: de transformação física das instalações da Hata, mas também espiritual e simbólica, porque abre novos caminhos à internacionalização e ao desenvolvimento de novos produtos», referiu Pedro Silva.

«O nosso objetivo é ir para o mundo, mais do que hoje, e ser mais do que uma tinturaria, mais do que uma tricotagem, mas ser algo que dá roupa a cada um de nós. E é isso que estamos lentamente a fazer», resumiu Ricardo Silva.

Pedro Silva, João Correia Neves e Benjamim Pereira