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UBI produz máscaras para consumo interno

Aproveitando a capacidade técnica e o know-how existente dentro de portas, o Departamento de Ciência e Tecnologia Têxteis da Universidade da Beira Interior está a produzir, até ao final do mês, cerca de 2.000 máscaras sociais para os docentes e funcionários da instituição.

Rui Miguel

A iniciativa resulta de um plano conjunto da Reitoria e do Departamento de Ciência e Tecnologia Têxteis (DCTT), com o objetivo de garantir a adequada proteção à comunidade da universidade, tendo em conta a determinação do Governo da obrigatoriedade do uso de máscara pela população.

«A Universidade da Beira Interior [UBI] tem um historial grande ao nível da engenharia têxtil e do design de moda e equipámo-nos, já há muito tempo, com oficinas para o ensino dos nossos estudantes. Esta ação é o aproveitar as infraestruturas e os meios que temos dentro de portas para poder servir a comunidade da UBI», explica, ao Portugal Têxtil, Rui Miguel, um dos três docentes responsáveis pelo desenvolvimento da máscara, juntamente com Madalena Pereira e Liliana Pina.

Com o design baseado nas fichas técnicas do CITEVE para máscaras de nível 3, a universidade adquiriu malha interlock 100% algodão produzida pela Tintex para a produção, também certificada pelo CITEVE. Elementos que, garante Rui Miguel, permitem afirmar que a máscara «reúne as condições para ser usada para utilização de nível 3», isto é, máscaras destinadas à promoção da proteção de grupo, utilização por indivíduos no contexto da sua atividade profissional, utilização por indivíduos que contactam com outros indivíduos portadores de qualquer tipo de máscara e utilização nas saídas autorizadas em contexto de confinamento, nomeadamente em espaços interiores com múltiplas pessoas.

A vida útil expectável é de 25 lavagens sem que a malha sofra danos ou alterações significativas. A lavagem, após cada utilização, deve ser feita usando um ciclo normal, completo, a 60° C com detergente.

A produção está a ser realizada por uma equipa de técnicos composta por José Machado, Eduardo Jorge, Lucinda Matias, Apolinária Gaspar, Manuela Esteves, Felisbela Rodrigues e Isabel Fernandes e a estimativa é que sejam produzidas cerca de 2.000 máscaras, para serem distribuídas por funcionários e docentes da instituição.

«[A produção] será só para a própria UBI, até porque vamos retomar algum ensino presencial agora em junho e julho – estamos a aproveitar este período que vai até ao final do mês para produzir as máscaras. Depois temos de nos dedicar aos nossos estudantes», afirma Rui Miguel.

Até porque, sublinha o professor, que é também o presidente do DCTT, a indústria têxtil e vestuário portuguesa está a responder à procura existente no mercado por este tipo de artigo. «A indústria está já a trabalhar muito nas máscaras – e ainda bem – e, portanto, o espaço de massificar compete à indústria, que tem aí um papel extremamente importante para Portugal», assegura.